Em que consiste?
A Dissecção Submucosa Endoscópica (DSE) é uma técnica avançada que permite extirpar lesões do tubo digestivo de forma precisa e minimamente invasiva, sem necessidade de cirurgia. Realiza-se através de endoscopia, acedendo à camada submucosa para remover lesões em bloco.
Está recomendada em lesões precoces ou superficiais, como certos pólipos complexos ou neoplasias em fases iniciais, onde é importante realizar uma ressecção completa e bem delimitada. Isto permite um tratamento eficaz e, em muitos casos, optar por alternativas menos invasivas.
A sua principal vantagem é que combina diagnóstico e tratamento num só procedimento, permitindo ainda um Análise detalhada da lesão excisada para confirmar o diagnóstico e definir o seguimento adequado.
Como é o procedimento?
A DSE (Dissecção Submucosa Endoscópica) é um processo meticuloso que se divide em três fases-chave para garantir a segurança do paciente:
1. Preparação prévia
Jejum e Limpeza: O paciente deve cumprir um período mínimo de jejum. No caso de intervenções no cólon e reto, é realizada uma preparação de limpeza semelhante à de uma colonoscopia.
Ajuste de Medicação: Caso o paciente tome antiagregantes ou anticoagulantes, poderá ser necessária a sua suspensão temporária antes da intervenção para minimizar riscos de sangramento.
Entorno Cirúrgico Realiza-se habitualmente numa sala de operações ou sala de endoscopia equipada para anestesia geral ou sedação profunda prolongada, assegurando condições de trabalho ótimas e o bem-estar do paciente.
2. Técnica de dissecação
Corte Circunferencial: Mediante um micro-bisturi de ponta metálica (1-2 mm) introduzido pelo endoscópio, o especialista realiza um corte à volta da lesão até uma profundidade específica da parede.
Desconexão da Lesão: Desenvolve-se uma “dissecção” ou corte horizontal da camada média (submucosa) para soltar a lesão das camadas profundas da parede.
3. Extração e encerramento
Extração em Bloco: A lesão é extraída numa única peça completa através da boca ou do ânus (dependendo da localização).
Tratamento in situ: Durante o processo, são utilizadas pinças de hemostasia para controlar pontos de sangramento e, se necessário, clips metálicos para tratar quaisquer complicações imediatas. No local onde estava a lesão, fica uma úlcera residual que cicatrizará espontaneamente.
Indicações específicas
Este procedimento está indicado para o tratamento de lesões neoplásicas em fase inicial com alta previsão de cura completa:
Esófago: Cancro epidermoide (estágio inicial, qualquer dimensão) e adenocarcinoma (estágio inicial, dimensão >1-2 cm).
Estômago Cancro gástrico em fase inicial de crescimento.
Cólon e Reto Cancro em fase inicial sobre pólipo ou pólipos de grande dimensão (>4 cm) com dificuldade de excisão por técnicas habituais.
Casos Complexos: Lesões com cicatrizes de tentativas prévias falhadas, formas planas-deprimidas ou crescimento sobre doença inflamatória intestinal.
Lesões Submucosas: Lesões em camadas intermédias através da técnica de DSE tunelizada (RSTE).
Recuperação e cuidados
Após a finalização da intervenção, segue-se um protocolo de vigilância rigorosa:
Internamento Hospitalar Se programa um rendimento mínimo de 24 a 48 horas para vigilância de possíveis complicações e manter o paciente em dieta absoluta nas primeiras horas.
Reintegração na vida normal: A alta costuma ser dada após esse período se não houver incidentes, permitindo um regresso à atividade quase imediato, progredindo a dieta em casa.
Restrições: Não se recomenda viajar para o estrangeiro ou para zonas rurais afastadas de um hospital até passadas Duas semanas da intervenção.
Acompanhamento
Análise Histológica: A peça extirpada é fixada numa placa para que o patologista realize uma análise detalhada. Isto determinará se a extirpação foi curativa ou se são necessários tratamentos adicionais.
Controlo de Estenose: Em intervenções extensas (especialmente no esófago), o doente requer revisões periódicas por endoscopia para tratar possíveis estenoses através de dilatação com balões.
Vigilância Ativa: O paciente deve estar atento a sinais de sangramento tardio (fezes negras ou vómito com sangue) durante o processo de cicatrização da úlcera residual.
Resultados
- Eficácia: Taxas de cura superiores a 95% em neoplasias em fase inicial e pólipos. Eficácia: Taxas de cura superiores a 95% em neoplasias em fase inicial e pólipos.
- Recorrência mínima: O risco de recidiva é inferior a 1%, muito inferior ao de outras técnicas de excisão por fragmentos.
- Preservação de órgãos: Evita em muitos casos a cirurgia radical, eliminando os riscos e sequelas permanentes de extirpar parte do esófago, estômago ou reto.
Porquê realizar este teste na GASTEA?
- Referência em endoscopia avançada. Técnica realizada por especialistas com elevada experiência em ressecção endoscópica complexa.
- Alternativa à cirurgia. Em muitos casos, permite tratar lesões sem necessidade de intervenção cirúrgica.
- Ressecção precisa e completa. Permite extirpar lesões em bloco, melhorando o diagnóstico e o controlo da doença.
- Liderança médica especializada. Procedimento realizado sob a direção do Dr. Alberto Herreros, referência neste tipo de técnicas.
Em menos de 2 semanas.
Normalmente demora entre 60 e 120 minutos, dependendo da complexidade da lesão.
Semelhante a uma endoscopia ou colonoscopia, consoante a localização da lesão.
Realiza-se com sedação profunda ou anestesia, conforme o caso.
Pode requerer observação após o procedimento, dependendo da complexidade.
Em consulta poucos dias após a realização da mesma.
Em GASTOU, a sua segurança é a nossa prioridade. Durante a consulta informativa, os nossos especialistas irão detalhar o perfil de segurança do procedimento e responder a todas as suas questões de forma personalizada.
Perguntas frequentes
Sim. Em muitos casos permite tratar lesões sem necessidade de intervenção cirúrgica.
Sim, embora por ser mais complexa, deva ser realizada por especialistas com experiência.
Na maioria dos casos sim, pois permite uma ressecção em bloco.
Maior precisão, melhor análise da lesão e menor agressividade que a cirurgia.
- Avaliação clínica completa e personalizada. Análise detalhada de sintomas, antecedentes e provas prévias para entender o seu caso em profundidade.
- Orientação diagnóstica clara. Definição dos seguintes passos, testes necessários e abordagem mais adequada desde o início.
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